CLIENTE &
PROPOSTA


O projeto parte de um tema urgente: a dificuldade de buscar ajuda para a saúde mental quando o ambiente ao redor não oferece acolhimento.
Com uma narrativa visual sensível, cores simbólicas e um ritmo cuidadosamente dosado, o filme acompanha a jornada de uma mulher que enfrenta tristeza, ansiedade e solidão enquanto lida com a incompreensão das pessoas mais próximas, e conduz o espectador a atravessar com ela o peso dos dias, e também o momento de coragem em que ela decide buscar ajuda profissional.
“Psicofobia” é, acima de tudo, um convite à empatia.
O roteiro representa momentos fragmentados da vida da personagem: a solidão na rua à noite, a insônia, a mesa de jantar silenciosa, a conversa com a mãe, a pressão no trabalho e, por fim, o momento decisivo em que ela encontra o caminho para buscar tratamento, com foco em sensações, não apenas ações. O movimento é lento, pesado, arrastado, refletindo o estado emocional da protagonista.
Os cenários, quase como personagens secundários, carregam simbologias próprias:
Noite profunda e tons azuis para solidão.
Quartos silenciosos para a insônia e o pensamento acelerado.
Sala iluminada e barulho para a contradição entre o mundo externo e a apatia interna.
Ambientes familiares que deveriam acolher, mas machucam.
Com referências principalmente a animes japoneses, conhecidos por seu uso de contemplação, pausas longas, ambientes silenciosos e movimentos mínimos, privilegiando a sensação e não a ação.
No storyboard, esse cuidado se manifesta em:
Planos longos que permitem ao espectador respirar;
Câmeras estáticas observando a personagem como se o mundo estivesse sempre observando, mas nunca ajudando;
Transições suaves, reforçando a continuidade da dor ao longo dos dias;
Cores como linguagem emocional, indicando as nuances internas da protagonista.
O animatic definiu o tempo, talvez o elemento mais delicado de toda a produção.
Na fase de ilustração, cada cena com paletas que carregam significados:
Azuis escuros e pretos para tristeza, exaustão emocional e isolamento.
Luzes suaves que criam contraste entre o mundo dela e o mundo dos outros.
Cenários cheios, porém emocionalmente vazios, reforçando a sensação de desconexão.
As cores dizem aquilo que a personagem não consegue dizer em palavras.
Cada ambiente foi construído com propósito:
A rua longa, quase infinita, simboliza o caminho solitário.
O quarto silencioso às 3 da manhã evidencia o ciclo da ansiedade.
A cozinha e a sala, apesar de claras, não representam acolhimento.
O escritório, com seu “mar de cubículos”, é mais uma fonte de pressão do que de produtividade.




O movimento aqui é uma linguagem silenciosa:
Passos lentos.
Olhares pesados.
Movimentos pontuais.
Pequenos gestos que escondem oceanos de sentimentos.
A animação trabalhou mais com câmera do que com ação das personagens. O peso emocional está nas pausas, nos olhares vazios, nos planos longos que deixam espaço para a tristeza reverberar.
A trilha sonora e os efeitos sonoros acompanham essa intenção: discretos, melancólicos, pontuais. O silêncio também faz parte do filme.
Então, se você gostou e quer conhecer mais dos nossos projetos, entre em contato pelo WhatsApp e faça um orçamento!
Animação
Julia Itaborahy
Trilha sonora
Pedro Martins
